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UM DIA BEM VIVER

“A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”  Rudolf Steiner

De manhã bem cedinho as crianças começam a chegar. A rua é de terra, o cheiro é de mato. É fresco e úmido; agasalho e galochas sempre vão bem quando chega o inverno. Mas também tem tempo das paineiras, das amoras, da jabuticaba e de manacás. E às vezes a árvore também é de crianças que escalam.

Um abraço caloroso da professora os recebe. Entram na sala como entram num castelo encantado. Os sapatos ou galochas vão ficando enfileirados e os pezinhos entram de meias, pantufas ou descalços.

Num canto da sala, uma cabana de lençóis e cavaletes, mesinha e banquinhos de madeira, além de cestinhos de palha com sementes, conchas e pedrinhas. Bonecas de pano dormem em cestos e um baú de vime guarda panos coloridos que podem ser roupas, cobertas, capas e adereços, conforme a brincadeira pedir. Um cesto guarda ainda fantasias de reis, princesas e também de bichos.

No outro canto, grandes caixotes de madeira (aqueles de feira) abrigam blocos e tocos de madeira de todos os tamanhos: eles viram torres, trilhos, estradas, carros, casas e tudo o que a imaginação mandar. E quando vazios, passam a ser brinquedos: servem de casa, caminhão, berço para as crianças, mesa ou palco para o teatro, com bichinhos de pano e uma pequena família de bonecos.

Na mesa coletiva, cada dia acontece uma atividade: desenho com giz de cera colorido, aquarela para pintar, pão ou biscoito para amassar e o que mais se inventar, sempre usando como matéria-prima os materiais naturais e como inspiração a própria natureza, seus ritmos, as estações e as festas tradicionais (Páscoa, São João, Micael e Natal).

Em uma salinha tranquila, as crianças mais velhas podem estar fazendo um trabalho manual, tocando kântele ou usando seu enorme caderno. Afinal eles estão prestes a ingressar no primeiro ano.

Quando todas as crianças já chegaram vê-se que o cenário da sala se reconstrói a cada instante por meio do brincar livre. Bolas de meia, cordas de sisal e malha, joguinhos simples de feltro. Encontros e desencontros, risos e choros, burburinho e folia. Criar e recriar, num vai e vem da imaginação. Mas ao som de uma suave melodia, as pequenas mãozinhas tudo voltam aos seus precisos lugares.

A sala novamente impecavelmente arrumada pelos zelosos ajudantes, está pronta para começar a roda. A roda é o momento de compartilhar imagens simples e verdadeiras, que permeiam e dão sentido à infância. A cada quatro semanas, aproximadamente, começa uma nova história, um novo tema, pleno de movimento, gestos e músicas, cuidadosamente preparados pela professora. As crianças se entregam na medida de seu quase incontrolável desejo de imitar, de fazer parte, de “ser” cada pedacinho da história. Aos poucos as canções e gestos vão sendo dominados e as crianças se entregam com entusiasmo.

O fim da roda é sempre manso, trazendo à calma, pois prepara para o lanche. Frutas, legumes, um iogurte, queijo, suco e o pão preparado pelas crianças. O lanche é comunitário e partilhado igualmente por todas as crianças. A cada dia, uma ou mais famílias trazem o lanche, integral e natural, para ser repartido com alegria e o carinho e cuidado de quem o forneceu.

Após o lanche, o pátio os espera. Gramado e rodeado de grandes árvores, com alguns brinquedos de eucalipto: escorregador, balanços, gangorra, ponte e casinha de boneca. Canteiros de flores e arbustos, sempre reservam agradáveis surpresas. O tanque de areia é um mar de possibilidades. Pedras, gravetos, folhas, borboletas, folhas enorme de coqueiro e Embauba e até o vento são motivo de brincadeira. De vez em quando recebemos visitas de esquilos que vêm comer jabuticabas, de tucanos que se refestelam sugando o doce da semente da Embauba, de um lagarto que passeia no calor da tarde e de muitos pássaros, grilos e cigarras. Nesta hora é explorar e brincar, brincar, brincar até a hora da história chegar.

Corados, suados, sujos ou cansados, água fresquinha é servida para a sede acalmar. Chegou a hora da história para serenar. Meia luz e uma velinha respeitosamente acesa ao som delicado do kântele e do címbalo. Ao final um conto de fadas autêntico alimenta a alma da criança, que o guardará para sempre no fundo do coração. Até logo, até amanhã queridas crianças!

Essa é a infância que plantamos no Espaço Bem Viver.

Clique aqui e veja a matéria sobre o prêmio “Aqui Se Brinca” – Unilever 2012

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